quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Das coisas que tenho [2]

Então, eu tenho uma filha de 3 anos e 4 meses e não sei como ensinar-la o tal do LIMITE, pois é, eu não sou aquela mãe que sabe tudo, muito menos chego perto da perfeição, e escrevo isso aqui porque preciso falar comigo mesma o que esta acontecendo, afinal nós seres humanos temos tendência de florir algumas coisas e uma delas é a maternidade.
Eu não sei muita coisa, nunca pensei em ser mãe tão cedo, mas tive e assumi, assumi tudo, criação, educação e todas suas dores e dúvidas, e muitas das dúvidas eu não tenho nem com quem tirar, mesmo lendo e pesquisando, há sentimentos que não se encontram no google e eu não tenho amigos com filhos, pelo menos que morem perto ou que eu tenha como pedir um help, então, tento resolver e tentar clarear o que sinto e tento agir de uma forma que mais se encaixa, mas vamos lá né, nem todo dia o café sai bom, imagina criar alguém todos os dias, pois é, não estou lamentando e muito menos me deixando vitimizar, mas é dificil, o rojão não é leve e no final do dia estou cansada, com dores no corpo inteiro, dor de cabeça, olheiras e uma irritação gigante.
Eu sou do tipo que conto ate mil para não bater, para não ralhar com a criança, penso, repenso e respiro, não fui criada com violência gratuita e não é esse exemplo que quero passar, mas eu estou me sentindo perdida, não estou sabendo educar com limite e isso tem me deixado no fundo do poço.
Eu amo minha Cria, eu a respeito, eu a acolho, faço durmir todos os dias, canto, rezo e encho de carinho e acontece que vi que isso não é suficiente, pq amor sem limite não dá, não há vida sem limite e respeito.

Noh

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Das coisas que Tenho

Quando você deita sobre mim
quando eu sinto seu coração bater
sua pele esquentar e tudo se levanta
tenho certeza que o melhor da vida eu ja tenho,
Você.


Obrigada
1 ano e 11 meses, quase dois xuxu rsrs

Noh

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O meu Eu verdadeiro

que eu não me deixe levar por impressões
por coisas vis e pequenas
que eu não caia na vaidade e hipocrisia
que eu não julgue pessoas e situações antes de realmente conhecê-las
que meu coração não se afliga com o que não esta nas minhas mãos
que eu não revide o soco sem antes olhar para quem o deu
que eu segure minha lingua na boca
e meus pensamentos na cabeça
que eu aprenda a esperar sem sofrer
a falar sem machucar
que eu entenda de uma vez por todas que o mundo não acaba
quando eu perco um emprego, uma oportunidade, um amor ou um amigo
que eu sinta que posso ser e fazer o que eu quiser
preciso somente ter coragem e assumir
que eu entenda que os planos de Deus nem sempre são os meus
e que eu não caia em choro copioso atoa
que eu olhe meu próximo como um ser humano dotado de falhas
e sendo assim o acolha com os olhos e não levante um dedo sequer
que eu não me deixe levar pelas tristezas repentinas,
pelas noticias sem porque e
e que minha alma fique em paz sempre.

NOh

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O que é dele



A Mais Bonita
Chico Buarque

Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar

Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei

***Na voz de Maria Bethânia, vale escutar umas dez vezes.
Ai Chico como és lindo rsrs

Noh

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dos Outros

" quem castiga nem é Deus,
são os avessos "

Maria Bethânia

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Você aqui

Não há como
a boca chega a escorrer
o pensamento encontra formas
as pernas se roçam e se espremem
so falta você aqui...

Noh

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Das delicadezas da vida






Ostra feliz não faz pérola

"Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores.

Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.

Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste... As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.

O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.

Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz..."

Rubem Alves




Para José que com toda sua delicadeza de mundo, entende meu canto mesmo que seja triste e me nutre de calor, amor e tempo.
Te amo