Ela, e as vezes Ele, aparecem quando eu menos espero, muitas dessas vezes penso que esperam o momento em que estou mais relaxada e ate mesmo mais distraída. Ela sempre tras todos os seus medos na ponta da língua, me conta quase que chorando, suas dúvidas, medos, indecisões e sempre, mas sempre mesmo tras junto um monte de papel rabiscado, palavras pela metade, desenhos mau coloridos e planos e planos de como mudar isso, eu estou começando a reconhece-la a distância, sinto o cheiro de coisa guardada, de coisa antiga e velha, ela anda fazendo pouco barulho, mas hoje, de um tempo para cá eu ja sei quando vai chegar e tomo minhas precauções, eu a acolho logo de cara, digo que vai tudo ficar bem, dou-lhe um beijo carinhoso na testa e a deixo falar.Já Ele não, ele vem com força, tras ventania e tempestade, tras fome e um nariz empinado pro mundo, mas ele vem contado as burradas que fez, do que poderia ter sido diferente, fala do que ficou para tras sempre, gosta de contar o quanto de fracasso e maus processos existem nas gavetas, chega a ser cruel quando ele chega, diz que é preciso ser forte, aguentar os tapas e pontapés, so anda de preto ou cinza, é a sobriedade dando o ar da sua graça. Também estou começando a senti-lo com antecedência, é um cheiro mentolado, forte, feito chá na hora, faz um barulho danado, não poupa a pompa de aparecer, eu também ja fico precavida, escuto sem nada dizer, deixo-o gritar por dias, esperniar feito muleque bobo, não dou um pio sequer, logo ele vai embora e eu continuo aqui, seguindo o rio.
Há tantas elas e tantos eles aqui, que não há como ser so.
Noh GOmes
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Coisas que andam acontecendo
Mergulhou fundo o suficiente,
não para perder o ar e não ter como subir,
mas o suficiente
para vê-la limpa, sorridente e muito feliz.
Mergulho não para sair do buraco, mas para me ver bem.
Noh Gomes
não para perder o ar e não ter como subir,
mas o suficiente
para vê-la limpa, sorridente e muito feliz.
Mergulho não para sair do buraco, mas para me ver bem.
Noh Gomes
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A cadência da noite.
Veio cerveja e vinho, a vontade do quente era muito maior, duas taças somente, o dia tinha sido longo, longo gostoso, cheio de entrega, estavamos em três, laço e cor dignas de amigos, chama Trina, três sorrisos juntos. Escutei cada palavra vinda dela, entendi, compreendi, tentei sentir os pontos, acreditei e rezei sim, pedi que ela derrubasse esse muro e contasse desse amor, mas falasse com quem era importante naquele momento, não somente a nós, que estavamos lá justamente para dar uma força diferente, uma força aonde o exemplo é a melhor conversa. Amor, entrega, convivência, dia a dia, é assim, é no cotidiano, no sol, na noite que conhecemos e plantamos amor, é com paciência que adubamos e damos o tempo necessário para tudo florir, me senti feliz por ela, triste por ela, apaixonada por ela. Fomos os últimos a sair dali, os garçons botaram a vassoura atrás da porta, um samba bom ritmou o resto da madrugada, vê-las, vê-lo é sempre reconfortante. Voltei com a sensação de amor plantando, laço forte, alma registrada. Palavras e pontos, assim andamos, mesmo que de olhos vendados, mas andamos com cadência.
Noh Gomes
Noh Gomes
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Pode ser ou não Ser
As palavras descritas aqui, podem dizer muito, mas muito mesmo, ou nada.
Quem me vê por aqui, pode realmente dizer se isso sou eu? Se isso não sou eu?
Quem pode dizer, quem pode achar, quem vai falar?
São seus olhos antes de tudo
é seu espelho refletindo o que te agrada.
Nem sempre sou eu.
Noh
Quem me vê por aqui, pode realmente dizer se isso sou eu? Se isso não sou eu?
Quem pode dizer, quem pode achar, quem vai falar?
São seus olhos antes de tudo
é seu espelho refletindo o que te agrada.
Nem sempre sou eu.
Noh
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Algo que veio vindo e pronto.
Tenho a impressão que as dúvidas sempre irão exister, é assim com o passar da caminhada, foi assim quando nos encontramos, é assim com os longos dias, é assim com a minha individualidade. Procuro ser so até mesmo nas horas aonde há multidões, gosto de me sentir sozinha e inteira, é como centrar num ponto somente e ir levando, encaixando, fazendo acontecer. Vendo a beleza nas horas de inferno é comum que eu não me importe muito, alias não me importo muito, vejo o que meus olhos conseguem exprimir de tudo isso, muitas, mas muitas vezes mesmo nem chega ao coração, é so ali, superficial, arranhão de faca cega ou daquelas de passar manteiga no pão, então eu realmente não me importo. Gosto de ficar no canto aonde eu escolhi ser um pedaço meu entende, é como se mesmo dentro dessa alegria acompanhada, um bom pedaço de mim pedisse com enorme carinho e delicadeza para que eu não me esqueça de ficar um pouco só, um pouco no escuro. Sinto que isso é como colocar algo no carregador, coloca-se e pronto, deixa lá ate recarregar, sem atrapalhar. Não sei como isso se chama, se é que tem nome próprio, mas eu gosto e pretendo continuar nas minhas horinhas escuras.
Noh
Noh
Sem açúcar, mas com Afeto
Cor e Ritmo chegaram,
foi-se o açúcar e o
Afeto vem forte, cheio de novidades.
Noh
foi-se o açúcar e o
Afeto vem forte, cheio de novidades.
Noh
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Antes e Agora
Antes de tudo a de se escutar o coração, entende bem, escuta bem, ele é a ponte, a ponte primordial, a única entre você e sua alma, entre você e sua persona, entre você e o mundo. Antes de tudo pergunte ao coração, no meio do turbilhão, preste atenção, uma voz doce, gentil e extremamente educada pulsa baixo ai dentro, é ele falando, dizendo, nem sempre é o que você quer, mas sempre será o necessário. Antes de tudo me olha e me vê, veja como brilha o olhar, como a caricia é mais entregue, mais macia. Antes de tudo houve um mundo antes de nós e agora habitamos, vivemos e juntos contruimos. Antes de tudo, há nós, há coração, há um mundo.
Noh GOmes
Noh GOmes
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